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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Revista Capricho chega ao fim

Era uma vez uma revista que era nossa melhor amiga, que nos ensinou tantas coisas, que esteve por perto tantas vezes. Era uma vez uma revista que nos ensinou a botar um gelo dentro do copo pra treinar o beijo, que nos ensinou a usar o look certo pra ir ao cinema, que nos ensinou até como conquistar aquele gato em 27 passos.
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Falo tudo isso, pois hoje foi anunciado o fim da revista Capricho. O título que encantou e ensinou gerações, lançou Gisele ao estrelato, entre outras muitas influências, encerra suas atividades. O nome segue na internet, mas mesmo assim pra mim tá longe de ser a mesma coisa. Ao mesmo tempo que sou forte entusiasta desse meio cibernétio (pq será?!), também tenho meu momento de ler revista impressa.
Hoje os tempos são outros, a internet taí pra multiplicar a informação sem esperar a próxima edição, as regras tão aí pra gente quebrar e o adolescente de hoje não é o mesmo dos anos 80-90. Será que a razão é essa? Será que as revistas estão ficando ultrapassadas ou tudo é apenas culpa da economia? Acho que um pouco de tudo.
Dos, dont’s, machismos e pré-conceitos, sei que muito que rolava nas décadas passadas, hoje é obsoleto e questionável, mas ao mesmo tempo que é desnecessário fazer o teste pra descobrir se ~você é fera na paquera~, nas páginas da revista aprendemos muitas coisas legais, desconstruímos mitos e tiramos aquela dúvida que sequer perguntaríamos pra amiga mais próxima, a Capricho era mais do que isso.
Um assunto que hoje pode ser corriqueiro e de conhecimento geral, nas páginas da revista quebrou-se tabus e foram abordados assuntos como sexo, racismo, body shamming, preconceito, bullying ou simplesmente debatíamos quem seria o próximo colírio. Ah, se você foi adolescente nos anos 90, certamente aprendeu que “Camisinha: Tem que usar”, nas páginas da revista, lembra?
capricho-gisa
Sigo me questionando se os jovens de hoje não querem mais ir às bancas comprar uma revista, relaxar e entrar nesse fantástico mundo colorido por 40 minutos e 150 páginas? Ou, afinal, é tudo culpa mesmo da economia e o jornalismo sofre mais um baque e perde não só esse como outros títulos e profissionais (aqui tem uma matéria que fala mais do fim da revista e da transição de outras publicações)?!
Por razões óbvias – 33 – eu não era mais o público direto da Capricho, mas vez ou outra gostava de ler e via uma revista muito bem feita. Nem de longe imaginava que ela poderia ser mais uma vítima do mercado, como aconteceu com a querida Gloss anos atrás.

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