A maior estrela do YouTube brasileiro é uma galinha azul com pintas brancas que se prepara agora para conquistar outros países a partir dos Estados Unidos com sua nova versão, que fala inglês e se chama Lottie Dottie.
Ao menos, são esses os planos dos seus pais, Juliano Prado e Marcos Luporini, com mais de 1,8 bilhão de visualizações desde que postaram o primeiro vídeo da sua criação, em 2006. Tamanha popularidade, que começou com a divulgação apenas na base do boca-a-boca, é comparável somente à popularidade, entre adolescentes, de estrelas de carne e osso como Justin Bieber.
No ano passado, a Galinha Pintadinha foi responsável por uma receita de aproximadamente US$ 600 milhões em produtos com a sua imagem, mais do que as marcas Ferrari e o bilionário Donald Trump ajudaram a arrecadar, segundo dados do website License! Global, especializado no mundo dos licenciamentos. A liderança nesse ranking é da Disney, responsável pelas carreiras das princesas Anna e Elsa, da animação Frozen, e hoje dona também das marcas Star Wars e dos heróis dos quadrinhos Marvel, que permitiram alcançar a soma de US$ 45 bilhões apenas em permissões de uso das imagens desses personagens no período.
O sucesso dos desenhos da galinha azul mostra o poder da mídia online e da crescente influência do mercado latino- americano, segundo Devra Prywes, vice-presidente da empresa de tecnologia para publicidade online Unruly.
“Se você tem conteúdo de qualidade, as crianças não ligam se você está trabalhando da sua garagem ou se você é a Disney”, diz Devra em entrevista por telefone. “Vídeos online e compartilhados via rede social são os maiores equalizadores.”
A Galinha Pintadinha já estampa tablets, sapatos e pastas de dente no Brasil e versões gigantes dela e de seus amigos, a baratinha mentirosa e o sapo que não lava o pé, animam as primeiras festas de aniversário de crianças.



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