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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

"Eagles of Death Metal" dá primeira entrevista sobre ataque em Paris

Josh Homme e Jesse Huges, do Eagles of Death Metal, choram juntos ao falar sobre ataque no Bataclan (Foto: Reprodução / Vice)
A primeira entrevista completa da banda Eagles of Death Metal sobre o ataque ao show no Bataclan, em Paris, foi publicada nesta quarta-feira (25), pelo site Vice. A entrevista, em inglês, tem 26 minutos. Clique para assistir ao vídeo.
A banda conta como conseguiu sair da casa de shows durante o tiroteio. Eles falam sobre a experiência traumática e sobre o futuro do Eagles of Death Metal. Os fundadores do grupo de rock, Jesse Huges (vocalista) e Josh Homme (baterista, que não estava no show em Paris), parecem emocionados, se abraçam e choram em alguns momentos ao comentar sobre as vítimas.
Eles pretendem continuar a carreira e querem ser "a primeira banda a tocar no Bataclan quando a casa de shows reabrir", segundo Jesse Huges. "Eu mal posso esperar para voltar a Paris. Nossos amigos foram lá ver rock'n'roll e morreram. Eu vou voltar lá e viver", disse o vocalista.
A banda tem show agendado para março de 2016 em São Paulo, no festival Lollapalooza.
A primeira pessoa a quem a banda comunicou o ataque e anunciou que estava a salvo foi Josh Homme. Ele mostrou a primeira mensagem de texto que recebeu no momento: "Cara, todo mundo foi baleado. Todo mundo foi baleado. Eles têm reféns. Estou todo ensanguentado".
Histórias de fuga
Os músicos conseguiram se salvar ao sair correndo pelo canto da casa e achar uma saída para a rua. "Primeiro eu achei que a caixa de som estava estourando. Eu percebi rapidamente que não era isso, então entendi o que era", conta o guitarrista Eden Galindo. "Não tinha certeza se éramos os alvos, ou o que estava acontecendo".
"A pólvora chegou ao meu nariz (....) Eu vi dois homens na frente, a coisa mais horrível que já vi, e eles estavam atirando implacavelmente na audiência. Eu me arrastei para o canto do palco", diz o baterista Julian Dorio.
Jesse Huges diz que, após perceber que estava acontecendo o tiroteio, saiu atrás de sua namorada, Tuesday Cross, que estava nos bastidores. Ele subiu para o camarim, mas deu de cara com um dos atiradores. "Ele se virou para mim, abaixou sua arma e o cano bateu no canto da porta", conta.
O cantor voltou correndo, ainda sem ver a namorada. Ele só a encontrou, junto com os outros músicos, ao descer a escada do camarim. Eles correram pelo canto da casa de show, acharam uma saída e chegaram até a rua.

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