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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

AS MELHORES COMÉDIAS ROMÂNTICAS DA HISTÓRIA DO CINEMA


Quanto Mais Quente Melhor (1959), de Billy Wilder

Quanto Mais Quente Melhor
A Hollywood dos anos de ouro produziu ótimas comédias românticas. Muitas se tornaram clássicos, como “A Levada da Breca” (1938) e “Aconteceu Naquela Noite” (1934). Astros mitológicos como Cary Grant, Clark Gable e Katharine Hepburn desfilavam gloriosos nas telas. Talvez o maior dos mestres da comédia romântica seja Billy Wilder e talvez seu melhor trabalho no gênero seja “Quanto Mais Quente Melhor”. Porém, precisamos lembrar que Billy Wilder não é um simples operário padrão, mas um dos maiores cineastas de todos os tempos, tendo dirigido obras-primas como “Crepúsculo dos Deuses” (1950) e “Inferno Número 17” (1953). Isso significa afirmar que se Stanley Kubrick, que sempre tentava fazer o filme definitivo em todos os gêneros em que se arriscou, tivesse resolvido fazer uma comédia romântica seu ponto de corte seria a excelência de Wilder.
Melhor cena: Marilyn Monroe tentando seduzir o “impotente” Tony Curtis.

Bonequinha de Luxo (1961), de Blake Edwards

Bonequinha de Luxo
Sim, o filme suaviza a obra literária de Truman Capote. Sim, o final (diferente do livro) é inconsistente. Sim, o Brasil é tratado de maneira estereotipada. Mas quem se importa? “Bonequinha de Luxo” é charmoso e sedutor como poucos filmes conseguiram ser. Um luxo!
Melhor cena: Audrey Hepburn falando português é ótimo, mas nada supera a cena que dá nome ao filme no original (Breakfast at Tiffany’s): a protagonista tomando café da manhã diante da vitrine da elegante loja Tiffany’s.

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977), de Woody Allen

Annie Hall
Defendo a tese de que Woody Allen inventou a comédia romântica moderna. Fez isso quando escreveu, dirigiu e protagonizou a obra-prima “Annie Hall” (estupidamente batizada do Brasil como “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”). No modelo anterior o personagem interpretado por Allen, um intelectual insegura e hipocondríaco, seria no máximo o amigo esquisito do herói romântico. Aqui é o protagonista. Como resultado os protagonistas posteriores ficaram estranhos e seus amigos estranhos ficaram ainda mais estranhos, vide “Um Lugar Chamado Notting Hill” (1999) e “Alta Fidelidade” (2000).
Melhor cena: a sequência da discussão na fila do cinema, onde Marshall McLuhan aparece para desancar um pretenso especialista em Marshall McLuhan. Ah, se a vida pudesse ser assim…

Harry & Sally — Feitos um Para o Outro (1989), de Rob Reiner

Harry & Sally — Feitos um Para o Outro
O melhor filme de Woody Allen sem Woody Allen. Woody Allen não dirigiu, nem escreveu o roteiro, nem aparece atuando, mesmo assim sua marca está em cada fotograma. Afinal, Woody não é o dono de Nova York?
Melhor cena: Citar a simulação de orgasmo no restaurante é muito óbvio. Indico a hilária discussão sobre o valor estético de uma (estúpida) mesa de centro em forma de roda de carroça.

Alguém Muito Especial (1987), Howard Deutch

Alguém Muito Especial
Nunca o clichê foi tão original. Esse é mais um exemplar notável da série de filmes sobre os adolescentes americanos do mestre John Hughes, aqui atuando apenas como roteirista. “Alguém Muito Especial” não é profundo como “Clube dos Cinco” (1985) ou cínico como “Curtindo a Vida Adoidado” (1986), mas é divertido e estranhamente melancólico e belo em sua simplicidade. Os menos atentos podem simplesmente rotulá-lo como sendo repleto de obviedades, na verdade é o substrato de um gênero.
Melhor cena: Desculpem, mas não posso deixar de indicar a cena onde o protagonista descobre que sua melhor amiga “esquisita” e feia (na verdade um Patinho Feio) é o “alguém muito especial” do título. Conseguiram transformar algo previsível numa sequência emocionante.

Namorada de Aluguel (1987), Steve Rash

Namorada de Aluguel
O sonho de todo nerd adolescente em forma de filme: tornar-se popular e namorar a famosa “menina mais bonita da escola”. Colocar Beatles tocando o clássico “Can’t Buy Me Love” torna tudo ainda melhor. O tom leve e divertido esconde uma reflexão das mais interessantes sobre a dicotomia entre “ser” e “ter”.
Melhor cena: O ritual do tamanduá africano entrou para o panteão da dança do cinema, junto com as melhores performances de Fred Astaire e Gene Kelly.

Três Solteirões e um Bebê (1987), de Leonard Nimoy

Três Solteirões e um Bebê
Esqueçam a sonolenta versão original francesa. Essa refilmagem é a prova de que Hollywood produz entretenimento escapista descerebrado como ninguém. Pensando bem, retiro o “descerebrado”, afinal esse filme foi dirigido pelo senhor Spock em pessoa.
Melhor cena: A do fantasma, obviamente.

Procura-se Amy (1997), de Kevin Smith

Procura-se Amy
O nerd maior Kevin Smith escrevendo e dirigindo uma comédia romântica rendeu uma ótima parodia do gênero que, inesperadamente, se tornou um de seus melhores exemplares. Nada é usual ou previsível em “Procura-se Amy”, começando pelo casal de protagonistas: um cartunista de sucesso que parece procurar o fracasso e uma bela cartunista lésbica que resolve experimentar um relacionamento heterossexual. Aqui não há garantia de final feliz.
Melhor cena: A palestra sobre quadrinhos que termina com a platéia em fuga.

Garotos Incríveis (2000), de Curtis Hanson

 Garotos Incríveis
O gênero comédia romântica parece ser dominado por casais adolescentes ou de jovens adultos. Aqui os protagonistas são maduros, embora não necessariamente amadurecidos. Nada de “Wall Street — Poder Cobiça” (1987), está aqui a melhor atuação de Michael Douglas, o filho do Spartacus.
Melhor cena: O escritor interpretado por Michael Douglas revelando que não está com bloqueio criativo, mas o contrário, não consegue parar de escrever um livro aparentemente interminável.

De Repente 30 (2004), de Gary Winick

De repente 30
Apesar de ter sido indicado ao Oscar, Tom Hanks parece interpretar um idiota não uma criança em “Quero ser Grande” (1988). Em “De Repente 30”, Jennifer Garner realmente encarna uma adolescente no corpo de uma bela balzaquiana. O filme, disfarçado em sua forma de comédia despretensiosa, é uma parábola sobre a importância das escolhas.
Melhor cena: Jennifer Garner imitando a dança zumbi de Michael Jackson.

ABC do Amor (2005), de Mark Levin

ABC do Amor
O filme “Meu Primeiro amor” (1991) é bom, mas a melhor comédia romântica protagonizada por crianças é “ABC do Amor”. O roteiro é inteligente, as atuações encantadoras, a direção leva, e o melhor de tudo é que não temos que assistir Macaulay Culkin sendo morto por um enxame de abelhas.
Melhor cena: A impagável sequência inicial na qual o jovem protagonista resume tudo o que conhece sobre os seres enigmáticos conhecidos como “garotas”.

Menção Honrosa

Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos (2010), de Paulo Halm

Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos
Quem disse que não se faz boas comédias românticas no Brasil? Elas existem, são raras, mas existem, e essa é, talvez, a melhor produzida em território nacional. Roteiro hilariante e iconoclasta, elenco divertidíssimo e carismático. A despretensão do filme o enriquece ainda mais. É uma obra sem reparos e altamente recomendada para que insiste em defender que só fazem filmes de favela, sexo e violência no Brasil. Aqui tem sexo, mas ninguém vai reclamar, posso garantir.
Melhor cena: Zeca, o quase escritor interpretado por Caio Blat, num registro altamente Woody Allen jovem, desnorteado em uma “festa estranha com gente esquisita”.

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