As animações brasileiras vêm ganhando destaque no mundo. Com traços simples, em 2D, fugindo a regra atual das animações, o indicado ao Oscar O Menino e o mundo, de Alê Abreu, vem mesmo ganhando o mundo com uma história universal e extremante lúdica.
Na animação, Alê conta a história de uma família pobre, que vive da agricultura. O pai vai em busca de um emprego melhor, em um lugar longínquo. Começa aí a saga desse menino de olhar triste, porém muito curioso, em busca de seu pai.O menino se vê num mundo estranho, diferente do seu habitat. Como se o diretor buscasse aquele olhar que ora é de deslumbramento ora é de medo e insegurança, bem comum nas pessoas que vivem em cidades bucólicas, interioranas e que tem o primeiro contato com uma megametrópole.
Nessa caminhada ele conhece pessoas boas, como um ciclista, que lhe dá carona, mas também a fúria dos homens com seus tanques e sua repressão.
Muitas vezes a gente tem a impressão de que os outdoors, associados ao consumo, irão engolir o menino. É a máquina capitalista e a sua agressividade atuando em contraste com o singelo rebento a procura de seu pai.
Alê não utiliza diálogos. Usa um rosnar como a principal comunicação entre os personagens. Ele gravou em português e inverteu, ficando incompreensível. Isso fica claro, pois a história não parece que se passa no Brasil, se passa no mundo. Na verdade, num mundo imaginário do menino. Por isso, elementos asiáticos e ocidentais se misturam passando por várias culturas.
Mas O Menino e o Mundo já é um clássico. Recebeu dezenas de prêmios pelo mundo a fora, inclusive 38º Festival de cinema de animação de Annecy, na França, esse sim, o prêmio máximo da animação mundial.
Se o Menino vencer o Oscar ganhará sobrevida e pode voltar a frequentar as salas de cinema do Brasil e do mundo, senão, pode se dizer que sua trajetória foi umas das mais vitoriosas, além disso, colocou o Brasil no top das animações.
Assista ao trailer:



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