Entre janeiro de 2008 e dezembro de 2014, mais de 1.300
transexuais foram assassinados na América Central e América do Sul. A região é
apontada como a mais violenta do mundo contra indivíduos que possuem uma
identidade de gênero diferente daquela designada no nascimento. A soma de todos
os países registrados pelo relatório somam 1.731 mortes e, com quase 700 casos,
o Brasil ocupa a primeira posição do ranking. A diferença para a segunda
posição (México) é de quase 500 homicídios no mesmo período.
Os dados foram compilados e apresentados no relatório da
Trans Murder Monitoring, projeto da instituição Transgender Europe que monitora
os casos de assassinatos ao gênero transexual em todo o mundo. O relatório
aponta também que os maiores números apresentados estão relacionados aos países
que têm um movimento ativista profissional e atuante no combate ao preconceito
desses casos. Essa relação direta traz outra preocupação: os homicídios podem
acontecer em uma escala ainda maior.
Mesmo com o alto número de homicídios reportados até agora,
é impossível saber quantos casos deixam de ser registrados em países em que o
monitoramento não acontece. Iniciado em 2009, o projeto conta com o apoio de
ativistas presentes nos países que informam os dados necessários para o
levantamento. A pesquisa na internet também é uma das ferramentas utilizadas
para concluir o relatório, mas a instituição deixa claro que o trabalho pode e
deve ser aprimorado.




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