Com 25 anos, o diretor canadense Xavier Dolan é um fenômeno. Com um currículo invejável de cinco filmes (quatro lançados no Festival de Cannes e um em Veneza), ele conseguiu em seis anos dividir a crítica pelo mundo.
Enquanto alguns o chamam praticamente de embusteiro, outros o reverenciam. Os mais exaltados o colocam no panteão de Pedro Almodóvar e Jean-Luc Godard, veterano com quem, aliás, dividiu neste ano na Croisette o Prêmio do Júri por seu mais recente trabalho, o drama “Mommy”.
As reações efusivas ao cineasta (em ambos os casos) têm a ver com seu método e estilo que chega à sua melhor definição em “Mommy”.
É um exercício técnico, que joga com as cores, músicas (um festival pop que irrompe pela projeção), imagens, sons, perspectivas para quebrar barreiras, fugir de convencionalismos, em uma espécie de insolência formal diante do que veio antes dele. Uma petulância até aceitável quando se vê o resultado na tela.
Dos filmes que Dolan,já dirigiu e atuou meus preferidos são,'Eu matei minha mãe' de 2009,e 'tom a la ferme' de 2013




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